Retomando nossos trabalhos no TDC, achei interessante trazer uma questão importante para reflexão e que interfere em nossas decisões profissionais: Status. Como se não bastassem às preocupações cotidianas do mercado de trabalho, que procura cada vez mais um profissional multifacetário (mesmo que o salário não seja coerente com esse perfil), vemos que as decisões dos profissionais não estão baseadas puramente na proposta apresentada. Muitos aceitam trabalhos que não lhe deixam satisfeitos ou não pagam suas contas, apenas pelo status do cargo que ocupam ou da empresa em que fazem parte. Recentemente a Brasil Post  divulgou uma postagem com depoimentos de grandes ex-executivas da Google e da Lehman Brothers que contam o quanto foi difícil abrirem mão dos seus cargos porque eles representavam quem elas eram para a sociedade, o que elas faziam. E isso é o que realmente pensamos. Sempre que conhecemos uma pessoa nova logo perguntamos “Você faz o que?” e a depender da resposta nosso interesse pode aumentar ou diminuir em relação a ela. Trabalhar com o que se ama, ganhando um bom salário e em uma empresa que se admira infelizmente não é um combo tão fácil de conseguir. Porém, o trabalho não é o que somos, é apenas uma parte de nós. Quantas pessoas apenas juntam dinheiro em seu trabalho para gastá-lo com atividades que lhes dão prazer? Ao conhecer uma nova pessoa pergunte dos seus interesses, tenho certeza que as respostas abrirão muitos mais possibilidades para uma conversa do que simplesmente sua posição dentro da empresa. Essa é a verdadeira essência do networking e é também uma ótima forma para se viver bem em sociedade.