O marketing pessoal traz uma questão altamente discutível quando tange o universo da aparência isso porque, seguindo as regras, um recrutador não pode avaliar um candidato pelo seu físico ou idade mas sim pelo o que ele tem a agregar à empresa. Nos Estados Unidos e Canadá o CV é entregue, obrigatóriamente, sem foto e data de nascimento, visando uma escolha idônea. Mas o que acontece é que somos um “produto” em exposição e é a imagem que passamos que vai definir, pelo menos em um primeiro momento, a opinião das pessoas a nosso respeito. Dessa forma,é importante pensarmos na nossa aparência como transmissor de uma mensagem.

Porém, uma pesquisa realizada pela Catho Online me chamou atenção. Ela afirma que, 8,2% dos recrutadores evitam contratar candidatos obesos. Considerando que a obesidade já é considerada uma epdidemia no Brasil, segundo o IBGE, nos deparamos com um problema social sério. O sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos. Entre os 20% mais ricos, o excesso de peso chega a 61,8% na população de mais de 20 anos. Também nesse grupo concentra-se o maior percentual de obesos: 16,9%.

A justificativa para a seleção de pessoas mais magras é de que a obesidade interfere diretamente na produtividade dentro do trabalho. Pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta que o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) está diretamente ligado à frequência das faltas ao trabalho dos funcionários. Sabemos que muitas vezes os rítimos ditados pelas empresas não permitem que o profissional se dedique a sua qualidade de vida e acabam gerando indivíduos sedentários. Isso cria um ciclo vicioso. O que vocês pensam sobre isso?

 

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