Eles são ricos e jovens, uma mistura bastante explosiva. Agora imagine a ansiedade como complemento dessa alquimia? Como resultado, temos consumidores com pretensão e condição de gastar e o melhor, por impulso. Um prato cheio para o trabalho dos mercadólogos e publicitários.
Esse tipo de consumidor é denominado Yuppie (Young Urban Professionals), que possuem entre 20 e 30 anos, são bem sucedidos e, em sua maioria, solteiros. Se preocupam muito com a imagem e a carreia, daí a necessidade de investir em branding para atingir um público desse tipo. A intenção é se destacar, através do consumo de novas tecnologias, prática de esportes que conotem status e todo o tipo de produto/serviço que seja percebido como exclusivo.  Uma análise psicológica mais profunda demonstra que os Yuppies são filhos de pais separados, ativos no mercado, e acabam consumindo para suprir um vazio familiar e a necessidade de “chamar atenção”. A Budweiser criticou o conceito de Yuppie para divulgar a marca como “descolada” e nos traz uma idéia do dia-a-dia desses consumidores.

O comportamento dos Pós-yuppies ou burgueses boêmios não é muito diferente. Eles continuam a valorizar as marcas porém, com uma ostentação que foge do clássico. A exemplo disso temos o aumento de venda dos carros utilitários ao invés de Sedans. São “bons vi vans”, que estão aflitos por um espaço só seu, dentro de um estilo próprio de curtir a vida. Gostam de gastronomia e artes em geral, consomem produtos “do bem”, como alimentos orgânicos e produtos sustentáveis e praticam esportes radicais. Embora não seja possível determinar quantos são os solteiros endinheirados, é facilmente decifrável que essa parcela da população está equilibrada no pico da pirâmide social, a chamada classe A.

Uma reportágem da Revista Época, revelou que no Brasil esse comportamento se reflete principalmente na moradia. A incorporadora American Properties e seus associados resolveram construir um edifício de lofts luxuoso no bairro do Morumbi, em São Paulo. Antes de colocar em prática a idéia, a empresa fez uma pesquisa de mercado entre 500 pessoas. Queria saber se havia consumidor para esse tipo de empreendimento. Descobriu jovens entre 25 e 40 anos, independentes, exigentes e ricos. Era o perfil ideal para os moradores dos lofts. Tanto que, nos últimos 12 meses, foram lançados com sucesso mais de dez projetos com apartamentos integrados, perfeitos para solteiros, recém-casados ou recém-separados. Diante desses fatos, a American Properties colocou em prática seu projeto com a promessa de o edifício ficar pronto em dois anos.